Comentários

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Paula Freitas de Almeida, Estudante
Paula Freitas de Almeida
Comentário · há 2 anos
Antes mesmo da existência da Lei Maria da Penha já havia lei para proteção do homem contra a rara, mas possível, agressão da mulher contra ele. Falo da previsão geral de agressão física, que não tem aplicação intra-gênero ou exclusive da relação doméstica. Já que, sociologicamente, os indicadores são de que a lei representa o lugar de fala, no mais das vezes, do homem branco de condição social e cultural mais elevada, a sua regra geral sempre lhe foi mais efetiva (como em qualquer hipótese, comporta exceção); a Lei Maria da Penha sobreveio em razão de, no mundo fático, a efetividade dessa norma ficar comprometida quanto à defesa da mulher vítima de violência doméstica, maxime pelo atraso na tutela. Acertado se dar celeridade a ocorrência da tutela; despicienda a extensão ao homem.
Paula Freitas de Almeida, Estudante
Paula Freitas de Almeida
Comentário · há 2 anos
Olha, meu caro, quem defende bandido é advogado de porta de cadeia, professores de História, Sociologia e Filosofia ensinam as respectivas disciplinas, delas, em especial a história, é focada em conhecer fatos verídicos já passados e vivenciados em um dado lugar e tempo; a capacidade de pensar é ganha pela leitura e construção de um entendimento próprio do significado desses fatos no mundo, que encontram versões para todos os lados - cabe a cada indivíduo, a partir do primeiro acesso que os professores oferecem se aprofundar nas leituras e identificar quais correntes acredita que deve seguir - trata-se de liberdade intelectual. É esse um aprendizado que tive lendo Aristóteles, por recomendação do meu professor de filosofia, quando descobri que o homem é um animal político - do ponto de vista da participação na construção da cidade/sociedade. Não sei até que ponto o filósofo da antiguidade foi, nas suas palavras, defensor de bandido, ou mesmo, em que medida meu professor de filosofia se tornou endeusador de criminoso por me apresentar a Aristóteles, mas, lhe digo uma coisa, foi com a doutrina liberal, iluminista e conservadora que aprendi ser "comunista", pois, é nessa doutrina que se encontra o fundamento da propriedade privada como um bem para todos, com a sua igualdade perante a lei - todos podem ser proprietários, nesses termos, como instrumento de libertação contra as opressões do absolutismo. O fato de ler Marx e Keynes (este último apesar de social democrata vem sendo colocado na vala comum do comunismo) não me impediu de ler Smith e Hayek, mas também o fato de tê-los lido (liberais, sociais democratas e socialistas) me impede de reconhecer a estória de 64 como "revolução", senão como a história de um golpe, de modo que, o terrorismo institucional que fora ali instaurado contra um pseudo-comunismo (no Brasil, não temos a mesma história política da Europa), nada mais foi que institucionalizar tudo isso que você repudia. Repetindo a história, em outros moldes, já que esta nunca se repete tel como antes, elegemos um presidente que faz doutrinação para-militar , que enaltece assassino confesso (assassino covarde ainda por cima, pois é fácil colocar ratos nas entranhas de mulheres com um monte de homem armado as amarrando) e que faz apologia ao uso de armas junto a crianças e adolescentes (inúmeras fotos e vídeos, portanto história devidamente documentada). Desse modo, deixo para reflexão: (1) as suas experiências pessoais com professores de filosofia, sociologia e história, não é ciência, é impressão pessoal e em nada socorre para justificar a desqualificação atribuída pela recente "política pública", ao admitir que as pessoas precisam ler, escrever e fazer conta, é admitir a pior das mortes, a morte intelectual. A capacidade de refletir e criticar é o que nos diferencia de um poste e nos faz capazes de inovar, em todas as áreas; (2) o totalitarismo, que imagino seja a sua referência com Mao, não é privilégio de governo de esquerda. Pode haver governo de direita democrático, governo de esquerda democrático, governo de direita totalitário, governo de esquerda totalitário. No Brasil, por exemplo, tivemos governo de direita totalitário (o Golpe de 64) e o governo de esquerda democrático (não preciso citar nomes, já que foi o único da nossa história). (3) resultados nefastos... é como vejo a perda da capacidade crítica e de reflexão.
Paula Freitas de Almeida, Estudante
Paula Freitas de Almeida
Comentário · há 2 anos
Edu Rc, não li o processo mesmo não, caso você o tenha lido, por favor, me diga, o que ele invocou para ter agido como tal? Insanidade?

De qualquer forma, o documento em comento coloca a seguinte oposição de termos: "censura ou injúria?"; o seu comentário é sobre o afrontamento de um "político". Juntando os dois aspectos, vejo no seu comentário um minimalismo da questão, que esse sim, sei que não se aplica no caso, a começar por esconder uma dimensão de suma importância, o gênero da agredida. Não se trata de um político, mas de uma política, e, esse é fato crucial, quando diante de homem branco heteronormativo empoderado socialmente, que desafia sim a institucionalidade, e, ao que parece, de modo recorrente, pela certeza da impunidade que bem expressou em reportagem ao Estadão:

""Se você me perguntar: 'você vai ser preso mesmo?', é praticamente impossível que eu seja preso, porque cabe recurso e tudo mais, mas se você me perguntasse uma semana atrás: 'Você acha que vai ser condenado à prisão por protestar contra a censura da Maria do Rosário', eu diria que é impossível. E fui. [...] Vai saber...", afirmou Gentili."

Aliás, nesse trecho parece que não há engano sobre ele invocar "censura" em sua defesa, depois de ação de ofensa à institucionalidade com o desrespeito à correspondência oficial. E quem fala não sou, mas a juíza do caso, que, diferente de mim, deve ter lido os autos: "De acordo com a juíza, ficou provado que Danilo ofendeu"a dignidade ou o decoro"da deputada,"atribuindo-lhe a alcunha de 'puta', bem como expôs, em tom de deboche, a imagem dos servidores públicos federais e seu respectivo órgão, ou seja, a Câmara dos Deputados".

Veja, eu nem sou à favor da prisão, sou sim à favor de uma bela indenização porque o bolso costuma ser a parte mais sensível de canalhas, e, claro, de um pedido de desculpas pelos mesmos meios da ofensa, pois acho arriscado se levar à" prisão "em razão da" fala "... isso é passinho bem tênue para ser apropriado ao autoritarismo que tem margeado esse governo.

Todavia, não dá para dizer que ele agiu conforme a conveniência, nega a institucionalidade (coisa do anarquismo) e depois a invoca para a sua própria proteção - dessa vez não deu certo, bem feito! Quer protestar? Da próxima vez ele vai usar o Aurélio e transmitir verbalmente argumentos, como qualquer sujeito que mantenha sua dignidade em dia faria.
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